Valsa
dos Aparados
OLHAI O APOLO 11
Com
seus pelegos nas soleiras, mal divulgam o que vem ali
arrastado. Os dois pragas blasfemando, virados contra
São Jorge, discutindo um dolo de porca. Das
janelas, essas velhas magrelas mal enxergam os dois
que bordam, espraguejam e o que arrastam na única
capela. Pequenos fios esgarçados, os dois, o
Porco, o Cani!, espraquejam, discutem sobre a leitoa.
Espraguejam, arrastam a galhota sem roda e um outro
ali conduzido. A viração fere as vistas,
esgarça o movimento de tudo, Porco Zio!, mais
federoz! Rastejam a espécie de padiola de paus
amarrados por entre a cerração. É o
nada do mundo a se ver das soleiras. A densa mortalha,
um porco, Lua, as pequenas mãos nas soleiras.
Essas velhas nas janelas sabem que levam ali mais um
dos seus ausentes. Puxam a galhota!, a porca isso,
as capas pretas, seus gritos e mais pragas na direção
do Araranguá. O mar nesse ponto. Que o foguete
esperado por lá. Onde a tal nave falada cairia;
que trazendo gente dentro, homem de carne e osso, difícil
de engolir. Que por isso, espraguejam, a porca mimada
por casa, não era de acreditar. Foi castigo
de São Jorge! Foi dado no dia dele. Que Dio!,
o Cani!, e a de paus amarrados a seguir de rastos.
Silenciosa e engolida pelo denso manto. Das casas,
meninas e novas velhas se mostram, e saem para decalcar
as marcas deixadas pelos dois carneadores. A cerração
envolve tudo, um porco matou um homem, e não
se sabe o que mais.
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